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Sociólogo debate a presença do racismo na sociedade durante a Semana da Consciência Negra PDF Imprimir E-mail
Qua, 23 de Novembro de 2016 11:01

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a parcela negra da população brasileira – que se autodeclara como preta ou parda – é de aproximadamente 53%. Porém, os índices de participação dos negros em cargos públicos, universidades e entre os mais ricos ainda é pequena se comparada à participação de pessoas autodeclaradas brancas. Para debater os motivos dessa situação e o que significa ser negro no Brasil, o sociólogo Lucas Ferreira esteve nesta terça-feira (22) no Câmpus Jaraguá do Sul - Centro para conversar com estudantes e servidores durante a Semana da Consciência Negra.

 

Para o sociólogo, o debate sobre as questões ligadas aos negros e ao racismo permite refletir sobre o porquê da população negra ter sido excluída, ainda que seja maioria no país. “A Semana da Consciência Negra não é para entendermos a consciência do negro, mas sim para entendermos na nossa consciência o que é ser negro no Brasil, um país que foi construído com base no trabalho negro e que continuou a exercer a escravidão mesmo depois da abolição”, destaca.

 

Durante as duas palestras realizadas no Câmpus Jaraguá do Sul - Centro, o pesquisador Lucas Ferreira mostrou a presença da discriminação na sociedade brasileira. “O racismo não pode ser entendido no aspecto individual, como se fulano ou ciclano não gostassem de negros, mas entendido como um sistema de opressão e exclusão contra determinada população. O racismo brasileiro fica evidente quando os negros têm, percentualmente, muito menos acesso à saúde de qualidade, à educação formal, a direitos básicos, a bens de consumo e também são as maiores vítimas das violências, inclusive da violência policial”, exemplifica.

 

Entre os fatores que influenciam na manutenção do racismo estão a “invisibilidade” e o “silenciamento” praticados na sociedade. “A invisibilidade social do negro não é 'não enxergar o negro na rua', mas significa que 'não queremos ver o negro'. Nós naturalizamos a ausência do negro em vários espaços. Naturalizamos que não existam médicos negros, juízes negros. Naturalizamos que a ausência do negro num país como o Brasil seja algo tranquilo, mas é algo problemático. Já o silenciamento é a ausência do debate constante das questões raciais, sendo tratadas sempre como algo periférico. Há o silenciamento quando não falamos dos negros compondo a sociedade brasileira, das injustiças e dos problemas que eles vivenciam”, explica Ferreira.

 

Além das palestras do sociólogo Lucas Ferreira, a Semana da Consciência Negra em Jaraguá do Sul vai contar com uma oficina sobre história da arte relacionada ao uso de turbantes e bonecas abayomi, ministrada pela professora convidada Rosa Nilva na quarta-feira (23), às 18h40, na sala C4 do câmpus.

 

Clique aqui e confira fotos da Semana. Assista também a um vídeo com um trecho da palestra do sociólogo.

 

 

 

 

 
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