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Estudante está no quarto curso do IFSC e se torna professor da instituição PDF Imprimir E-mail
Qua, 04 de Setembro de 2019 15:20

Ele conhece três câmpus do IFSC. Frequenta as salas de aula do Instituto Federal há mais tempo do que muitos professores. E tem contato com a instituição há mais anos do que a grande maioria dos servidores efetivos. Com três cursos técnicos realizados na instituição (dois no Câmpus Jaraguá do Sul-Centro e um no Câmpus Florianópolis) e uma graduação em andamento (oferecida pelo Cerfead no polo de Joinville), Aloisio Petry é um dos professores substitutos contratados neste semestre pelo IFSC e deverá atuar em Jaraguá do Sul por um ano e meio, até o retorno do docente que está sendo substituído em função de afastamento para pós-graduação.

 

Hoje com 45 anos de idade, Aloisio foi um dos estudantes da primeira turma de ensino médio técnico em Têxtil do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. Entrou em 1994, quando o IFSC ainda era chamado de Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETFSC). Após a conclusão do curso, teve a oportunidade de continuar sua formação profissionalizante em Florianópolis, onde ingressou no ano de 2000 no curso técnico em Mecânica, no câmpus da avenida Mauro Ramos. “Estou há 25 anos em contato com o sistema de educação técnica federal”, brinca.

 

Em 2015, após passar por algumas empresas, estava em busca de uma especialização na área têxtil. Foi então que decidiu visitar o Instituto Federal para conferir o quadro de vagas. Não encontrou a especialização, mas numa conversa com professores da escola ficou sabendo do início do curso técnico em Beneficiamento Têxtil. Inscreveu-se, foi sorteado e mais uma vez passou a fazer parte da primeira turma de um curso do IFSC. Na conclusão do curso, devido à sua vivência na escola, os colegas o escolheram como orador da turma.

 

Agora professor e com graduação em Tecnologia em Produção de Vestuário – concluída no Senai –, está investindo na formação para docência e matriculado na licenciatura em Educação Profissional e Tecnológica – uma complementação pedagógica para pessoas com bacharelado ou curso superior de tecnologia, oferecida pelo Centro de Referência em Formação e Educação a Distância (Cerfead). “Se tem uma coisa que eu percebi nesses anos, é que a infraestrutura e a qualidade do ensino do IFSC não perdem pra ninguém”, comenta.

 

Ouça aqui a opinião do professor Aloisio Petry sobre a importância que os cursos do IFSC tiveram na sua carreira profissional.

 

Tanto como aluno quanto como docente, Aloisio passou por momentos distintos ao longo da história do Instituto. Porém, segundo sua percepção, algumas coisas não mudaram. “O que falha é o governo, sempre. As reclamações que eu ouço hoje são as mesmas de 94: governo que não apoia a educação, não olha pra formação técnica. Em todos esses anos, eu nunca vi um governo agir de maneira diferente, mesmo considerando a época de maiores investimentos em estrutura física. Eles não investem é na mão de obra, nos técnicos de laboratório, na questão do professor”, lamenta.

 

Aloisio foi selecionado para substituir o docente Éderson Stiegelmaier, que obteve afastamento para conclusão do mestrado. Por enquanto, está responsável por aulas de manutenção de máquina de costura e de Programação e Controle da Produção (PCP), no curso técnico em Vestuário – modalidades subsequente e Proeja.

 

 
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